DISTÚRBIOS DO SONO EM CÃES E GATOS
DISTÚRBIOS DO SONO EM CÃES E GATOS: Guia Informativo
CLINICA
Dra. MV Patrícia Mota Simões
3/6/202611 min read


DISTÚRBIOS DO SONO EM CÃES E GATOS: Guia Informativo
ÍNDICE
1. Sono normal em cães e gatos
2. Fisiologia do Ciclo do Sono
3. Distúrbios comuns do sono
3.1 Narcolepsia
3.2 Transtorno Comportamental do Sono REM
3.3 Insônia e distúrbios do sono.
3.4 Apneia do Sono
4. Sinais clínicos a serem observados
5. Quando consultar o seu veterinário
6. Referências científicas
1. SONO NORMAL EM CÃES E GATOS
Entendendo os padrões normais de sono:
O sono é um processo neurológico dinâmico e ativo, controlado pelo sistema nervoso central, e desempenha funções restauradoras essenciais tanto para o corpo quanto para o cérebro. Cães e gatos, assim como os humanos, passam por diferentes estágios de sono que são essenciais para sua saúde geral. O sono dos animais de estimação é influenciado pela frequência com que se alimentam, pela idade, se vivem dentro ou fora de casa e pela rotina diária que compartilham com a família.
Ambas as espécies desenvolveram padrões de sono que refletem seus comportamentos naturais como predadores.
Informações importantes sobre o sono dos animais de estimação:
Os cães dormem em média de 12 a 14 horas por dia.
Os gatos dormem em média de 12 a 16 horas por dia.
Animais de estimação idosos podem dormir mais devido à diminuição dos níveis de energia.
Filhotes de cães e gatos precisam de mais sono para crescer e se desenvolver.
Arquitetura do Sono:
Cães e gatos experimentam dois tipos principais de sono:
Sono não REM (NREM) - Sono de ondas lentas, mais profundo e restaurador.
Sono REM (Movimento Rápido dos Olhos) - Associado aos sonhos e à memória. Consolidação.
2. FISIOLOGIA DO CICLO DO SONO
Com base em pesquisas científicas, o ciclo sono-vigília em cães e gatos é regulado por:
Ritmos circadianos:
Relógio biológico interno que regula os ciclos de sono-vigília
Influenciado pelos ciclos de claro-escuro no ambiente
Controlado por regiões cerebrais, incluindo o hipotálamo
Neurotransmissores envolvidos:
O ciclo sono-vigília em cães e gatos é regulado por uma interação complexa de múltiplos sistemas de neurotransmissores. Esses sistemas atuam em conjunto para manter estados de alerta adequados, facilitar as transições entre os estágios do sono e garantir uma arquitetura do sono apropriada.
Sistemas que promovem a vigília: Orexina/Hipocretina, Histamina, Dopamina, Norepinefrina
Sistemas que promovem o sono: GABA, Melatonina
A regulação do sono REM envolve: Acetilcolina (promotora), Serotonina e Norepinefrina (supressora).
O modelo de "interruptor flip-flop" explica as transições rápidas entre estados.
Estágios do sono:
Sono não REM:
Caracterizado por ondas cerebrais mais lentas
A temperatura corporal diminui
A frequência cardíaca e a respiração diminuem
Fase mais restauradora do sono
O tônus muscular é mantido
Sono REM:
Ocorrem movimentos oculares rápidos
A atividade cerebral aumenta
Os sonhos ocorrem durante esta fase.
A atonia muscular (paralisia temporária) normalmente ocorre para impedir que os sonhos se manifestem.
Essencial para a consolidação da memória e aprendizagem.
Destaques interessantes:
Estudos em gatos mostraram que os neurônios respiratórios são mais ativos durante o sono REM em comparação com o sono NREM, o que pode afetar os padrões respiratórios.
Durante o sono REM, a maioria dos músculos do corpo "desliga" temporariamente, mas alguns pequenos músculos permanecem ativos. Isso inclui o diafragma e os músculos intercostais, responsáveis pela respiração, e pequenos músculos da face, patas, laringe e cauda. Esses pequenos surtos de atividade criam as contrações musculares características que você observa — movimentos oculares, movimentos faciais, contrações das patas e, às vezes, um leve movimento de remada (esse movimento ocorre em cães, não em gatos). Esses movimentos refletem o estado de sonho do animal.
O núcleo da rafe dorsal (que contém neurônios serotoninérgicos) apresenta diferentes padrões de atividade entre os estados de sono e vigília, com implicações para a compreensão dos distúrbios do sono.
3. DISTÚRBIOS DO SONO COMUNS
Considerar o ambiente doméstico do animal de estimação, sua idade, padrão alimentar e rotina do dono ajudará a avaliar o padrão de sono "normal" do animal e os fatores que o influenciam, auxiliando assim na avaliação de um distúrbio intrínseco ou extrínseco do sono antes de realizar uma avaliação diagnóstica mais completa.
Os DISTÚRBIOS DO SONO MAIS COMUNS incluem::
3.1 NARCOLEPSIA
O que é narcolepsia?
A narcolepsia é um distúrbio neurológico caracterizado por sonolência diurna excessiva e perda repentina do tônus muscular (cataplexia). A narcolepsia canina primária ocorre em duas formas — familiar e esporádica — e ambas são raras (< 0,2% em cães). A forma familiar é uma condição genética. Ambas as formas são causadas por uma deficiência nos neurônios de hipocretina (orexina) no cérebro. A narcolepsia em gatos é extremamente rara, sem nenhuma predisposição racial conhecida identificada até o momento.
Espécies em risco:
- Doberman Pinschers (os mais comumente afetados)
- Labradores Retrievers
- Dachshunds
- Poodles
- Beagles
Sinais clínicos:
- Colapso súbito em estado de vigília (cataplexia)
- Episódios frequentemente desencadeados por excitação ou estimulação emocional
- Perda do tônus muscular sem perda de consciência
- Os episódios duram de segundos a vários minutos
- O cão permanece consciente durante os episódios
- Sonolência diurna excessiva
- Transições repentinas da vigília para o sono REM
Compreensão científica:
Pesquisas realizadas em cães narcolépticos revelaram que:
As células noradrenérgicas no locus coeruleus cessam a descarga durante a cataplexia.
As células serotoninérgicas no núcleo dorsal da rafe continuam a descarregar durante a cataplexia.
Isso indica diferentes funções para esses sistemas de neurotransmissores em regulação do tônus muscular e da consciência corporal.
Foram identificadas mutações genéticas que afetam os receptores de hipocretina.
Diagnóstico:
Histórico clínico e observação dos episódios
Documentação em vídeo útil
Testes genéticos disponíveis para algumas raças
Teste de cataplexia induzida por alimentos (procedimento veterinário especializado)
Gerenciamento:
Não há cura disponível
Os medicamentos podem ajudar a reduzir a frequência e a gravidade dos episódios.
Evitar os gatilhos sempre que possível
Manter um horário de sono consistente
A maioria dos cães se adapta bem e tem uma boa qualidade de vida.
3.2 Transtorno Comportamental do Sono REM (RBD - REM SLEEP BEHAVIOR DISORDER)
O que é o Transtorno Comportamental do Sono REM?
A RBD é caracterizada pela perda da paralisia muscular normal (atonia) durante o sono REM, permitindo que os animais de estimação representem fisicamente seus sonhos. Isso pode resultar em movimentos violentos ou incomuns durante o sono.
Sinais clínicos:
Vocalização durante o sono (latidos, rosnados, miados)
Movimentos de remo ou corrida durante o sono
Movimentos agressivos ou violentos
Aparentar perseguir ou atacar algo enquanto dorme
Dificuldade em acordar o animal de estimação durante os episódios
Comportamento normal quando acordado
Os episódios ocorrem durante o que deveria ser sono REM.
Animais afetados:
- Relatado tanto em cães quanto em gatos.
- Pode ser idiopático (causa desconhecida) ou secundário a doença neurológica.
- Uma variante genética foi identificada em gatos da raça Azul Russo (gene FAM8A1 - mutação).
Fundamentos científicos:
- Descrita pela primeira vez em gatos por Jouvet e Delorme em 1965.
- Resulta da disfunção em regiões do tronco cerebral que normalmente suprimem atividade muscular durante o sono REM.
- Pode estar associado a doenças neurodegenerativas em alguns casos.
Diagnóstico:
- Observação clínica e histórico
- Gravação em vídeo de episódios de sono
- Polissonografia (estudo do sono) em instalações especializadas (academia)
- Excluir distúrbios convulsivos
- Exame neurológico
- Teste genético (para gatos da raça Azul Russo)
Gerenciamento:
- Garantir um ambiente seguro para dormir (áreas acolchoadas, remover riscos)
- Os benzodiazepínicos (particularmente o clonazepam) podem ajudar a controlar os sintomas.
- Tratamento das condições subjacentes, caso sejam identificadas.
O prognóstico varia dependendo da causa.
Curiosidade:
Síndrome do Comportamento Comportamental do Sono Retardado em Gatos da raça Azul Russo:
Pesquisas recentes identificaram uma forma hereditária de distúrbio comportamental do sono REM (RBD) em gatos da raça Azul Russo, associada a:
- Piora progressiva dos episódios de distúrbio comportamental do sono REM (RBD)
- Retenção urinária e incontinência
- Midríase (pupilas dilatadas) com ausência de reflexo fotomotor pupilar
- Causada por uma mutação genética no gene FAM8A1
- Testes genéticos já disponíveis
3.3 INSÔNIA E DISTÚRBIOS DO SONO
O que é insônia em animais de estimação?
Embora a insônia verdadeira seja menos comum em animais de estimação do que em humanos, distúrbios do sono podem ocorrer e impactar significativamente a qualidade de vida.
Causas dos distúrbios do sono:
-Dor ou desconforto decorrentes de condições médicas
- Ansiedade ou estresse
- Síndrome de disfunção cognitiva (especialmente em animais de estimação idosos)
- Fatores ambientais (ruído, luz, temperatura)
- Medicamentos ou tratamentos médicos
- Condições médicas preexistentes
Sinais clínicos:
- Inquietação noturna
- Despertar frequente
- Andar sem rumo ou de um lado para o outro durante as horas normais de sono
- Vocalização noturna
- Dificuldade em adormecer
- Alterações no ciclo sono-vigília
- Sonolência ou letargia diurna
Síndrome da Disfunção Cognitiva (SDC):
Animais de estimação idosos podem desenvolver a Síndrome da Dor Crônica (CDS), que inclui:
- Desorientação
- Alterações nos ciclos de sono-vigília (frequentemente acordado à noite)
- Sujeira doméstica
- Mudanças nas interações com membros da família
- Ansiedade ou confusão
- Níveis de atividade alterados
Avaliação:
- Exame físico completo
- Exames de sangue para descartar problemas médicos.
- Avaliação da dor
- Avaliação comportamental
- Avaliação ambiental
Gerenciamento:
- Tratar condições médicas subjacentes
- Controle da dor, se necessário
- Modificações ambientais:
Área de dormir confortável
Temperatura adequada
Reduzir o ruído e a luminosidade
Mantenha uma rotina consistent
- Intervenções comportamentais:
Aumento da atividade diurna e da estimulação mental
Recursos calmantes (feromônios, musicoterapia)
Rotina consistente na hora de dormir
- Administração de medicamentos quando apropriado:
Medicamentos para ansiedade
Auxiliares para dormir (sob supervisão veterinária)
Suplementação de melatonina (consulte um veterinário)
Medicamentos para disfunção cognitiva
3.4 APNEIA DO SONO
O que é apneia do sono?
A apneia do sono é caracterizada por interrupções repetidas na respiração durante o sono, levando à má qualidade do sono e a possíveis complicações de saúde.
Tipos:
Apneia obstrutiva do sono (mais comum em animais de estimação)
Apneia central do sono (rara)
Espécies em risco:
Cães:
- Raças braquicefálicas (de focinho achatado) mais comumente afetadas :
Buldogues Ingleses
Buldogues Franceses
Pugs
Boston Terriers
Shih Tzus
Pequinês
- Cães obesos de qualquer raça
Gatos:
- Raças braquicefálicas:
Persa
Himalaia
Gato Exótico de Pelo Curto
Sinais clínicos:
Ronco alto
Sons de sufocamento ou engasgo durante o sono
Pausas na respiração
Sono agitado
Sonolência diurna excessiva
Mudanças comportamentais
Intolerância ao exercício
Cianose (gengivas azuladas) em casos graves.
Fatores contribuintes:
- Anomalias anatômicas:
Palato mole alongado
Narinas estenóticas (narinas estreitas)
Sáculos laríngeos evertidos
Hipoplasia traqueal
- Obesidade
- Inflamação do trato respiratório superior
- Alergias
Diagnóstico:
- Exame físico
- Observação da respiração durante o sono
- Avaliação da anatomia das vias aéreas superiores
- Estudo do sono em instalações especializadas
- Exames de imagem (raios-X, tomografia computadorizada), se necessário.
Gerenciamento:
- Perda de peso para animais de estimação com sobrepeso
- Correção cirúrgica de anomalias anatômicas:
Ressecção do palato mole
Narinas alargadas
Outras cirurgias das vias aéreas
- Medicamentos anti-inflamatórios, se necessário.
- Modificações ambientais:
Posição elevada para dormir
Ambiente fresco
Evite fumaça e substâncias irritantes
- Pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) em casos graves (raramente utilizada)
Prognóstico:
-Depende da gravidade e da causa subjacente.
-A correção cirúrgica costuma ser muito útil para raças braquicefálicas.
-A perda de peso pode melhorar significativamente os sintomas.
-A apneia do sono grave não tratada pode levar a complicações de saúde sérias.
4. SINAIS CLÍNICOS A OBSERVAR RELACIONADOS AO SONO:
Sinais gerais de alerta de distúrbios do sono:
Durante o sono:
Vocalizações incomuns (latidos, rosnados, choros)
Movimentos excessivos ou agitação violenta
Parece ter pesadelos com frequência
Dificuldade para respirar ou ronco
Sons de sufocamento ou engasgo
Colapso súbito ou perda do tônus muscular
Inquietação ou incapacidade de se acalmar
Despertar frequente
Durante o período em que está acordado:
Sonolência diurna excessiva
Colapso repentino durante momentos de excitação ou brincadeiras
Desorientação ou confusão
Mudanças de comportamento ou personalidade
Diminuição do nível de atividade
Intolerância ao exercício
Ansiedade ou estresse
Alterações no apetite
Mudanças na rotina:
- Ciclos de sono-vigília alterados um lado para o outro ou vagar à noite
- Dormir em horários incomuns
- Alterações nas preferências de local para dormir
Sinais físicos:
- Ganho ou perda de peso
- Gengivas com tonalidade azulada
- Dificuldade para respirar
- Língua aumentada
- Narinas estreitas (em raças de focinho achatado)
Alterações comportamentais:
- Aumento da irritabilidade
- Diminuição da interação com a família
- Sujeira doméstica (especialmente à noite)
- Alterações cognitivas em animais de estimação idosos
5. QUANDO CONSULTAR SEU VETERINÁRIO
Procure atendimento veterinário se notar:
Preocupações imediatas:
Dificuldade respiratória grave durante o sono
Gengivas azuis ou pálidas
Episódios de colapso
Comportamento violento ou perigoso durante o sono
Sinais de dor ou desconforto
Agende uma consulta se:
Alterações nos padrões de sono persistem por mais de alguns dias
Sonolência diurna excessiva
Ronco alto (especialmente em raças não braquicefálicas)
Mudanças comportamentais
Animal de estimação idoso apresentando sinais de disfunção cognitiva
Se houver QUALQUER preocupação com a qualidade do sono do seu animal de estimação:
O que levar para a sua consulta:
1. Histórico detalhado dos sintomas:
Quando os sintomas começaram
Frequência e duração dos episódios
O que desencadeia os episódios (se souber)
Horário do dia em que os sintomas ocorrem
2. Documentação em vídeo:
Vídeos de episódios de sono
Vídeos de quaisquer comportamentos preocupantes
Vídeos mostrando o sono normal para comparação
3. Diário do sono:
Registre seus padrões de sono por 1 a 2 semanas.
Anote quaisquer comportamentos incomuns.
Monitorar a sonolência diurna
4. Histórico médico:
Medicamentos atuais
Problemas de saúde anteriores
Alterações recentes na saúde ou no comportamento
5. Informações ambientais:
Mudanças no ambiente doméstico
Fatores de estresse
Local e condições de sono
O que esperar:
- Exame físico completo
- Exame neurológico
- Possivelmente exames de sangue ou outros testes diagnósticos
- Discussão das opções de tratamento
- Possível encaminhamento a um neurologista veterinário ou especialista
6. REFERÊNCIAS CIENTÍFICAS E LEITURAS ADICIONAIS
Este guia baseia-se em literatura científica revisada por pares, incluindo:
Principais áreas de pesquisa:
- Fisiologia do sono em animais de companhia
- Sistemas de neurotransmissores que regulam os ciclos de sono-vigília
- Base genética da narcolepsia e do distúrbio comportamental do sono REM (RBD)
- Manejo clínico de distúrbios do sono
- Medicina comparativa do sono entre humanos e animais
Principais conclusões:
- O papel da hipocretina/orexina na manutenção da vigília
- Mutações genéticas que causam narcolepsia em raças específicas de cães
- Mutação no gene FAM8A1 causando distúrbio comportamental do sono REM em gatos da raça Azul Russo
- Padrões de atividade de neurotransmissores durante diferentes estágios do sono
- Eficácia do clonazepam no tratamento do distúrbio comportamental do sono REM
Fontes de informação:
- Base de dados científica PubMed
- Revistas de medicina veterinária
- Pesquisa em neurologia comparativa
- Revistas de medicina do sono
- Estudos clínicos veterinários
Para obter mais informações:
Consulte seu veterinário ou um neurologista veterinário certificado para perguntas específicas sobre a saúde do sono do seu animal de estimação.
CONCLUSÃO
O sono é essencial para a saúde física e mental do seu animal de estimação. Embora os distúrbios do sono em cães e gatos sejam relativamente incomuns, eles podem impactar significativamente a qualidade de vida quando ocorrem. Compreender os padrões normais de sono e reconhecer os sinais de distúrbios do sono permite a intervenção precoce e melhores resultados.
A maioria dos distúrbios do sono pode ser controlada com os cuidados veterinários adequados, e muitos animais de estimação com distúrbios do sono passam a ter vidas felizes e saudáveis com o tratamento e acompanhamento corretos.
Consulte sempre o seu veterinário se tiver alguma preocupação com os padrões de sono ou o comportamento do seu animal de estimação.
ISENÇÃO DE RESPONSABILIDADE
Este documento destina-se apenas a fins educativos e não deve substituir o aconselhamento veterinário profissional. Consulte sempre um médico veterinário para o diagnóstico e tratamento de problemas de saúde de seu animal
